"For I was talking aloud to myself. A habit of the old: they choose the wisest person present to.speak to.", Gandalf, The Lord of The Rings III, 5
2804 words

segunda-feira, 21 de setembro, 2020

Muita coisa para fazer e muito pouco tempo para escrever.

Nos "entretantos", voltei a usar o MailStore, que acaba por ser imprescindível quando se tem décadas de mail e temos de mudar de computador ou simplesmente pesquisar offline, independentemente do programa de email que utilizamos (infelizmente, só para Windows).

Também fiz uma ou duas doações para serviços que uso há séculos (como os disponibilizados por MediaHuman). Enquanto houve dinheiro, achei ser o mais correto a fazer. Afinal, não há almoços grátis e por mais de uma vez, bem como ainda hoje, estes programas gratuitos foram absolutamente essenciais para o que andava a fazer.

E estou a considerar seriamente migrar todo o meu correio eletrónico para o ProtonMail, que permite, via Bridge ou a aplicação de Importação/Exportação, fazer isso mesmo de uma conta IMAP, ao contrário. por exemplo, do que acontece com o Tutanota.

Mas, por agora, tenho coisas mais importantes para fazer... tipo pagar contas e isso.

terça-feira, 8 de setembro, 2020

O serviço de correio eletrónico encriptado Tutanota anda há quase um mês a ser alvo de ataques de DDOS, o que tem complicado a vida a muito boa gente. Apesar de ser cliente "pagante", resolvi ainda assim doar mais um pouco para ajudar a manter o serviço livre e funcional. Agora não gastem é tudo em gelados!

sexta-feira, 4 de setembro, 2020

Hoje não há assim nada para dizer. Nada de particularmente notável no meio desta insanidade generalizada. O que é triste.

(cartoon do inimitável xkcd)

quinta-feira, 3 de setembro, 2020

Adivinham-se boas notícias para quem não aprecia ingleses por aí além. Mas más notícias para todos, ingleses incluídos, por mais mal agradecidos que sejam.


Voltei a usar o EteSync. Impecável para quem não quer deixar os contactos / calendário / tarefas potencialmente acessíveis.

terça-feira, 1 de setembro, 2020

Olha, já é setembro!


Já está disponível a aplicação Covid aqui  para este quintal à beira mar plantado. Não olhando ao facto de não ser totalmente em código aberto, nem a outros pequenos grandes pormenores relativos a segurança e privacidade, o facto de a inserção de infetados no sistema pelos médicos estar dependente da autorização do interessado, que pode estar não interessado, faz com que esta aplicação seja tão útil como o Pokémon Go. Usem mas é máscara e deixem de andar a brincar às apps com o dinheiro dos outros.


Entretanto parece estar na iminência um êxodo de branquelas.

domingo, 30 de agosto, 2020

Adoro o Mário Crespo. A elegância com que descreve as cobardias.

sábado, 29 de agosto, 2020

Queriam ingleses? Temos ingleses. Agora besuntem-se.

Entretanto, os números vão por aí acima...


Qualquer deles tem vantagens e desvantagens, o que faz com que uma escolha definitiva seja muito difícil. Continuo a minha busca pelo teclado perfeito, mas para já o Typewise, o Fleksy e o AnySoft Keyboard estão muito bem lançados. Pesando privacidade e usabilidade, torna-se algo difícil decidir. O Typewise (versão offline) e o AnySoft Keyboard funcionam completamente desligados da net. O Fleksy não tenho bem a certeza, para além da função de sincronização através da conta Google. Qualquer um dos três garante que o que escrevemos não sai do aparelho, não sendo enviado para lado nenhum. O Typewise e o Fleksy são made in EU (ao contrário do que por vezes se lê, não foi comprado pelo Pinterest: a equipa é que foi, a tecnologia do teclado foi vendida ao atual desenvolvedor), o AnySoft é global (base nos EUA?). O Fleksy é o único que consegue lidar bem com as palavras hifenizadas; por exemplo, escrevo chamase, deslizo para baixo para corrigir e aparece o desejado chama-se. Com os outros tem de se aceder ao menu dos símbolos ou pressão longa e escolher o "-".

Enfim, por agora e para ver se o meu cérebro se mexe, vou manter-me uns tempos com a configuração hexagonal do Typewise.


Este era para ter saído ontem mas adormeci :-)

terça-feira, 25 de agosto, 2020

Houve algo de que me esqueci de referir ontem quanto abordei o tema da carneirada e do newspeak. Um termo que vem sendo usado despudoradamente com mera função desculpabilizante é o clássico "descontextualizado". A ministra disse que se marimbou para os relatórios, borrifando-se para a situação dos lares? A afirmação foi "descontextualizada". E de forma "grave", porque aparentemente pode descontextualizar-se só um bocadinho ou de forma inócua. O primeiro ministro chamou cobardes aos médicos? O insulto foi "descontextualizado".

Eles é que estão fora do contexto (do que se passa e do que deveria ser feito), e nós é que o permitimos, a cada dia que passa sem uma palavra ou gesto de revolta.

(adenda: afinal nem  foi preciso muito spin, foi mesmo na base da filha da putice descarada... e, se alguém me criticar, foi tudo um mal entendido, claro)

segunda-feira, 24 de agosto, 2020

Onde às vezes descubro coisas interessantes é, também, através das seleções de Scott Nesbitt.


"Não vai correr tudo bem", uma lúcida, não catastrofista, mas assustadora descrição do que aí vem para as escolas, de Eduardo Sá.


Às vezes acho que exigimos demasiado dos nossos jovens. Embora a maturidade não deva ser muito diferente da que nós tínhamos na idade deles, certo é que hoje eles têm uma série de facilidades, meios e disponibilidade de vias com que nós nem sonhávamos há vinte ou trinta anos. Encomendam refeições, chamam um Uber (ou equivalente), recebem e enviam dinheiro por telemóvel, ombinam tudo e mais alguma coisa à distância de um toque, com toda a panóplia de potenciais disparates inerentes à juventude.


Ontem escrevi algo como "carneiros sedados". Ainda subscrevo. Não é só do outro lado do Atlântico ou aqui mais perto no Reino Unido que os rebanhos são (mal) geridos por pastores idiotas e com uma incrível falência intelectual.

Por cá somos tratados da mesma maneira, mas de formas menos espalhafatosas e noticiáveis.

A ver qual o spinning e o newspeak que aí vem a propósito da gestão da pandemia (curiosamente, desde que o Reino Unido incluiu Portugal no chamado corredor aéreo os casos de infeção reportados diariamente desceram para metade...), da cobardia dos médicos e afins...

domingo, 23 de agosto, 2020

Parece que os alemães não conseguem evitar fazer experiências com pessoas. Ouch.


Ideologias extremas, qualquer que seja a extremidade (esquerda, direita, religiosa ou a legião de fãs dos produtos claramente sobrevalorizados da Apple) sempre tiveram uma natural incompatibilidade com factos porque, enquanto aquelas pretendem impôr uma determinada visão das coisas como devem ser percebidas, estes esclarecem, explicam e justificam a realidade, tal como ela é.

Daí que fosse expectável a reação de um partido ainda com alguma relevância residual quando se questionou a realização e termos em que deveria ser realizada a sua manifestação anual de exaltação de ditaduras de esquerda e homofobia, considerando as exigências de saúde pública no contexto da pandemia que ainda se vive. Cambada de idiotas. Já nem se pede respeito pelos outros, ao menos um mínimo instinto de sobrevivência. Que inexiste, tal como a relevância da ideologia que defendem.


Outra coisa que estou curioso de ver como acaba, que não em nada, como usual neste burgo de carneiros sedados, é aquela boca governamental em relação aos médicos que... escapou. Zangam-se as comadres...

terça-feira,18 de agosto, 2020

Entretanto, cá pelo burgo, continua a sem vergonha nacional, a propósito da contratação do arguido, das justificações bacocas da ministra (o "fui descontextualizada" é um clássico sacudir água do capote apenas para turvar a vista dos idiotas e ingénuos e pretender ficar bem na fotografia) e respetivo aval do chefe do governo com o orwelliano "polémicas artificiais".

Já agora, descontextualizar é também descrever o chapinhar de um septuagenário como "salvamento"....


Deixei de ler (e ver) o Correio da Manhã. Sem prejuízo do jornalismo de qualidade que por ali também se faz, tem de se traçar um limite algures: não me interessa saber quantas crianças andam a morrer afogadas em piscinas ou queimadas acidentalmente com água a ferver ou "grandes investigações" que enchem chouriços durante horas em horário nobre (ou qualquer outro) sobre coisa nenhuma. 

Liberdade de expressão, informação e tal, mas nem toda a notícia é notícia... Terá o seu público, a partir de agora menos um. 


Acabei de ler a última diatribe de Bernard-Henri Lévy, Este Vírus que nos Enlouquece. Como tudo, tem coisas boas, coisas menos boas e coisas assim assim.

Na primeira metade (hesito em referir-me ao trabalho em causa como livro, são meia dúzia de páginas que se escoam numa hora) anda ali um bocado às aranhas a tentar martelar citações de filósofos no que respeita a confinamento, liberdades individuais, a essência do social, etc.. Enfim, coisas de filósofo.

Depois começa a chegar às partes boas: a natureza e dimensão da pandemia, a "bondade" das reações individuais e institucionais ao fenómeno, o exagero de umas~(sobretudo através das redes "associais") e a subtileza de outras no minar da vivência democrática e o crescente avançar das ditaduras e regimes autoritários, também mais ou menos subtil, num mundo e, em particular, sobre uma Europa presa por arames.

Acabei por gostar, pareceu-me uma visão lúcida e revoltada perante o desmoronamento social a que (nem sempre) assistimos nestes tempos em que a pandemia assumiu (demos-lhe?) protagonismo e tudo o mais vai acontecendo na sombra.

segunda-feira,17 de agosto, 2020

Mãos largas: aproveitando algum extra que entrou, fiz uma série de doações a projetos e criadores que (em alguns casos) acompanho há mais de uma década. Entre os "sortudos", estão os podcasts Big Picture Science e Bone & Sickle, o indispensável programa de encriptação VeraCrypt e o simpático nerd do CameraLabs. Enquanto posso...

Começo a ficar preocupado.... Estou numa fase cronológica em que só volto a ouvir falar de pessoas quando noticiam a sua morte. E surpreende-me que ainda estivessem vivas, pois o meu esquecimento há muito as havia enterrado. E, feitas as contas, nem eram tão velhas como me recordava delas. Enfim, toca a todos, mais tarde ou mais cedo.

sábado, 15 de agosto, 2020

Mais de trinta anos depois, descobri porque é que nunca consegui gravar nada em cassete com o Spectrum +3:

Almost all +3 machines have a sound fault, due to a component being left off the board, which means the sound is distorted and clips. The only models not to have the problem contain the 270835 motherboard, and only seem to appear in Spain.

Bem, mais vale tarde que nunca.

Era só o que faltava, mais publicidade. Fosga-se que não param de arranjar maneira de nos entalarem com publicidade, agora até no "andar para trás". Impingem-nos a fidelização e depois pimba, é à farta brutos. Se um tipo contrata um certo tipo de serviço não é justo (legal?) alterarem as condições à papo-seco. Já deixei de ver YouTube por causa disso (mas nesse é à borla, não me posso queixar), agora só falta um bloqueador de anúncios para boxes...

Continuando as limpezas digitais, com uma pitada de consciência social, hoje foi a vez de mandar a minha conta Amazon às urtigas. A subscrição Prime já tinha marchado, agora.foi o resto .. Dava jeito, confesso, às vezes mesmo bastante jeito, mas temos de começar por algum lado.

sexta-feira, 14 de agosto, 2020

A praia não estava má. O RT já vai em 1,04. A reaprender xadrez.

E é tudo.

quinta-feira, 13 de agosto. 2020

Caso ainda não se tenha notado pelo cabeçalho, estou quase a acabar de reler (ou re-re-re-re-re-re-re-re-re-reler, para ser mais exato) O Senhor dos Anéis, desta vez alternando entre o papel e o livro eletrónico.

Não sei se será o início do fim do Firefox, por isso estou a dar uma nova oportunidade ao Vivaldi. Sempre gostei deste grupo, desde os tempos iniciais do Opera e, sinceramente, a única coisa que me impede de usar como o meu browser principal é não ter uma vista de leitura decente no telemóvel. De resto adoro o modo como sincroniza tudo, em especial as notas, com encriptação do lado do cliente e continuo à espera da  integração com o correio eletrónico deles...

A carregar baterias. Literalmente, as das máquinas fotográficas. É incrível como o telemóvel me fez desleixar as minhas preciosas. É certo que o pequeno pedaço de plástico não é mau de todo, mas a experiência de espreitar pelo pequeno óculo/visor e a qualidade obtida parece-me ainda não igualada pelos pequenos invasores de privacidade.