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Mar, céu, sol, arrá!

Obrigada pela visita!
Faz tempo, né?
Não repara a bagunça;
É que eu não dormi bem.

A moradora se justifica,
Enquanto se questiona:
Por onde foi que entrou?
A porta não se moveu...
Alguma janela estava aberta?

A visita inesperada nada pede
Simplesmente está
Vive, revive, lembra do familiar

Não dá pra saber
Se o brilho daqueles olhos
Permanece o mesmo
Não se conhecem os encantos e temores
Que andaram visitando aquelas pupilas

Será que vale um abraço?
Passar um café?
As boas maneiras se perdem
E a visita diz o que precisa
Mesmo sem exprimir uma única palavra

Será que a entrada lateral ficou destrancada?
Esqueceu-se a chave na porta?
A aflição do estranhamento funde-se com a delícia da presença

Quando o sol raia,
As sombras somem
Assim como a visita

O mar e o céu esclarecem:
Não é invasão.
Dispensa-se cerimônia!

Ninguém bate à porta da casa
Em que nunca deixou de morar


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