joni mitchell, 80s

capa do álbum

Minha experiência com a música da Joni Mitchell tem sido inspiradora. Irei escrever sobre um álbum talvez pouco conhecido dela, chamado Wild Things Run Fast e lançando em 1982. Detalhes técnicos podem ser encontrados aqui.

1982, guerra das Malvinas, o mercado e as tecnologias prometiam salvar nosso mundo cristão e ocidental. Duas Alemanhas, duas Coréias, supostamente a última colônia africana deixava de existir e o Brasil começava acordar de um sonho ruim.

Joni Mitchell estava atenta. Esse álbum abandona os experimentos do jazz e pisa fundo em um mundo de guitarras quase pop, contra pontos de baixo e alguns efeitos, tão comuns nos arranjos da época. Os acordes geniais de Joni e as texturas belíssimas ainda estão lá. Na realidade, parece que a compositora sabia que a década que viria seria estranha e uma nova maneira de se comunicar com o público seria necessária.

O amor é o principal tema do ábum, entrelaçado com canções sobre o feminismo e as relações humanas. A voz de Joni já não é a mesma de Blue, mas as letras sempre inspiradas e precisas seguem firme, dando ao álbum um tom emocional e direto. Honesto, eu diria.

Músicas sugeridas: Chinese Cafe/Unchained Melody, Be Cool e You Dream Flat Tires.


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