Intimidade

Será que nos tornamos uns cínicos no que diz respeito ao amor?

Porque é que o debate colocou de um lado os solteiros e do outro aqueles que escolhem uma relação?

Quem vive hoje sozinho regozija por estar mais disponível para os que o rodeiam. Pode estar mais com amigos, família, etc.

Viver sozinho já não é visto como uma potência para a solidão ou depressão. Cada vez mais é uma escolha e um estilo de vida.

Para quem escolhe outra opção, verifica-se que há uma espécie de contração da vida. Não se sai tanto, há menos convites de outras pessoas, menos copos com amigos... Até os próprios familiares diretos preocupam-se menos. Quando surgem os convites normalmente são direcionados ao casal e não a algum dos elementos em separado.

Casamento/relacionamento não devia levar ao afastamento de outras pessoas. 

Há muita gente que associa o bem estar de um filho à necessidade de haver um casamento/relacionamento dito normal/tradicional, quando na verdade o que uma criança precisa é de estabilidade não de um modelo de família.

O amor é o que sustenta a vida, não a nossa tendência em o amarrar a tipologias de relacionamento/família. Nós precisamos de uma cultura que suporte relações de intimidade, apenas isso.

Vivemos na era em que a maior epidemia é a solidão e mesmo assim, preferimos discutir sobre qual é a verdadeira expressão do amor. Nós precisamos é de apoiar todos aqueles que cuidam.


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