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Onario

Fiz este blog para colocar textos que gostaria de compartilhar com a minha mãe. Se você também gostar de ler e encontrar utilidade nos textos aqui postados, por favor deixe uma mensagem no Guestbook, ali em cima, no canto superior direito da página. Abraço.

Nadismo

Eu queria falar sobre o tempo ocioso. Acho que todos nós já vivenciamos um momento de ócio pelo menos uma vez. Em geral, é muito gostoso ficar sem fazer nada, só vivendo o presente, descansando, relaxando.

Sim, também sentimos falta de produzir. Apesar do ócio ser muito bom, ficar só no ócio não traz satisfação duradoura. Uma hora a gente sente vontade de produzir alguma coisa.

E ser produtivo também é muito bom. Nos traz satisfação ver que estamos construindo e colocando algo no mundo, algo que mais tarde ganha vida e evolui mesmo que seja por um breve intervalo de tempo.

Existe ainda a interseção entre ambos: o ócio criativo. Um pouco menos popular no início, o ócio criativo ganhou muito espaço desde que a internet se popularizou. Cada vez mais plataformas permitem que as pessoas produzam e compartilhem conteúdo, e isso é uma forma de estimular o ócio criativo. Muitas pessoas conseguem fazer dos seus momentos de ócio criativo uma fonte alternativa de renda.

Claro, produzir conteúdo na internet não quer dizer que as pessoas estão praticando o ócio criativo. A grande maioria do que você vai encontrar por aí é lixo. Esse texto que escrevo, por exemplo, pode não lhe servir para nada. Escrever, para mim, ajuda bastante a colocar a cabeça em ordem, mas ler este conteúdo pode não contribuir em nada na sua vida.

Mas o Nadismo, em particular, não requer nada de criatividade, ele está aí apenas para ser praticado.

A prática do Nadismo em si é o seu grande benefício.

Minhas rotinas e as rotinas das pessoas ao meu redor, em geral, fazem nossas vidas bastante atribuladas. Altos níveis de estresse e falta de tempo, a médio e longo prazo, acabam nos furtando os momentos da vida.

O Nadismo é uma chave para combater este problema. Ele pode ser inserido na nossa agenda diária, e praticado com a mesma regularidade com a qual praticamos as nossas outras atividades. A diferença do Nadismo é que ele nos move na direção da recarga e restauração, aliviando tensões e propiciando relaxamento.

Mas, assim como com qualquer outra atividade a ser praticada com regularidade, precisamos ter disciplina para poder manter a prática do Nadismo. Valorizar a atividade também requer de nós certo investimento, pois é muito mais fácil focarmos no trabalho ou em outras prioridades. Precisamos reservar uma parte dos nossos recursos para dar atenção suficiente para a prática do Nadismo.

Tem muita gente por aí que se respeita e sabe parar para curtir um momento a só durante o dia, relaxar e cuidar de si. Para mim isso sempre foi difícil de fazer porque minha criação se deu com outra mentalidade. Mas, com o passar do tempo e diferentes experiências, comecei a perceber que podia de fato mudar isso, e então comecei.

Deixo aqui o convite para você começar a praticar o Nadismo também, especialmente se sua criação também não lhe ajudou a desenvolver esse tipo de cuidado consigo.

Escolha dias e horários na sua semana para não fazer nada, de propósito.

Se de repente você se perceber sob alto nível de estresse, cansaço, irritação ou falta de propósito, pare um momento e pratique uns quinze minutos de Nadismo.

Apresentar

Como apresentar uma idéia que nos parece boa, iluminadora, construtiva, forte, impactante ou qualquer outra qualidade ou valor que apreciamos, garantindo que a pessoa que a ler vai compreende-la?

Às vezes é difícil partir do ponto onde a idéia surge, parece que a idéia em si, sozinha, não causa o mesmo impacto que causou em nós. Sentimos falta de ilustra-la com mais clareza, dar exemplos, esperando que assim possamos aprimorar o entendimento alheio.

Uma idéia pode ser clara, iluminadora, etc. Mas às vezes simplesmente ficamos tão fascinados com ela que a exaltamos e tornamo-la o centro da nossa atenção. E ao tentar comunicar às pessoas o valor disso que colocamos num pedestal, perdemos uma boa quantidade de significado por deixarmos de lado o contexto onde tal idéia surgiu, onde ela se encaixa, quão bem ela se encaixa ali, etc.

Percebi hoje que, ao me empolgar com uma idéia que tive, ajo exatamente assim: coloco a idéia num pedestal. Isolo ela do seu contexto original, idealizo e idolatro a descoberta.

Mas as informações que deixamos de lado ao isolar uma idéia de seu contexto também são importantes para que a pessoa que lê o texto possa compreender o valor disso que queremos comunicar.

Entendi esse problema porque fiquei com dificuldade em escrever sobre um dos tópicos que tenho listados aqui. Eu gostaria muito de escrever sobre ele, mas não tinha conseguido elaborar um texto, tinha apenas algumas notas contendo a idéia principal, esboçada.

Sabe quando você tenta dar um exemplo para ajudar a pessoa a entender? É mais ou menos por aí.
Quanto melhor você contextualizar, mais clara será a sua mensagem.